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A volatilidade do Ibovespa mais que dobrou em setembro e superou a marca dos 30 pontos. O salto reflete a forte apreensão dos investidores diante do acirramento da disputa eleitoral, da trajetória dos juros e do ambiente econômico global instável.
Essa escalada do indicador de incerteza expõe a cautela que domina o mercado financeiro na reta final da campanha. Historicamente, as eleições brasileiras mexem com os ativos, mas o cenário atual ganhou contornos mais complexos com a pressão inflacionária global e o aperto monetário em economias maduras.
Além da corrida pelo Planalto, as decisões sobre a taxa Selic no Brasil e os juros nos Estados Unidos operam como catalisadores dessa instabilidade. O fluxo de capital estrangeiro oscila conforme as sinalizações dos bancos centrais, o que deixa a Bolsa brasileira ainda mais exposta a variações bruscas no dia a dia.
Operadores de mercado apontam que o patamar de volatilidade acima de 30 pontos exige cautela redobrada. A expectativa é de que o Ibovespa mantenha o ritmo de oscilação intensa até a definição do pleito, reagindo a cada divulgação de pesquisa de intenção de voto e a declarações dos principais candidatos sobre a condução da política fiscal do país.
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