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A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a cópia integral dos dados extraídos do celular do empresário Vorcaro. Com a nova remessa de arquivos, que atende diretamente a pedidos dos ministros André Mendonça e Luiz Fux, metade dos integrantes da Corte — cinco dos dez ministros em exercício — já tem acesso às mensagens e mídias obtidas pelos investigadores federais.

O compartilhamento das provas foi inicialmente centralizado no gabinete de Cristiano Zanin. Ele solicitou ao colega Edson Fachin a distribuição do HD com os dados a todos os demais ministros, abrindo caminho para que a devassa no aparelho fosse compartilhada internamente. Fux e Mendonça se apressaram em cobrar o acesso total ao material sob a justificativa de analisar as ramificações do caso, que tem conexões com o chamado “caso Master”.

A repercussão dos diálogos guardados no aparelho de Vorcaro já provoca reações ruidosas fora do Judiciário. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no debate e afirmou que eventuais elos do empresário com ministros do STF precisam ser analisados de forma conjunta. A declaração de Lula sinaliza uma preocupação política com o desgaste institucional da Corte, sugerindo que uma apuração fragmentada pode expor os magistrados de forma desnecessária.

O caso segue sob forte sigilo, mas a movimentação intensa nos bastidores da PF e do Supremo indica o potencial explosivo das mensagens. O avanço das investigações agora joga luz sobre a real dimensão da rede de influência de Vorcaro nos tribunais superiores, em um momento em que o próprio STF tenta se blindar de novas crises de imagem.

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