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O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou um pedido da Polícia Federal para cumprir mandados de busca e apreensão contra o político baiano ACM Neto. A solicitação fazia parte da décima fase da Operação Overclean, que mira um esquema bilionário de desvio de recursos públicos e fraudes em emendas parlamentares.

A investida da PF contra ACM Neto contava com o aval da Procuradoria-Geral da República, que havia concordado com a medida ainda no início do ano. No entanto, o relator do caso no STF colocou o pé no freio e barrou a ordem de busca que envolvia o ex-prefeito de Salvador, blindando-o, ao menos por ora, das diligências desta quinta-feira.

Mesmo com a negativa em relação a ACM Neto, a operação espalhou 24 mandados por seis estados brasileiros, mirando contratos suspeitos na Secretaria de Educação de Belo Horizonte que somam mais de R$ 80 milhões. Entre os alvos que não escaparam da mira estão o ex-secretário municipal Bruno Barral e o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”.

A investigação aponta para uma rede complexa de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações que opera há anos desviando verbas federais. Procurado pela reportagem, o gabinete do ministro Nunes Marques informou que não vai comentar a decisão que evitou a diligência contra o político do União Brasil.

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