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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou de pauta nesta quinta-feira (17) o julgamento que definiria a atuação de André Mendonça em apurações ligadas ao Banco Master. Marcada inicialmente para o dia 23 de setembro, a sessão foi cancelada em meio ao aprofundamento da crise institucional que tomou conta da Corte após embates públicos recentes entre os magistrados.
No despacho que suspendeu o caso, Fachin justificou que ainda existem pontos pendentes e discussões cruzadas que impactam diretamente o processo de Mendonça. Entre os entraves citados pelo presidente do tribunal estão dúvidas sobre a relatoria dos procedimentos e a necessidade de definir se investigações correlatas devem ou não tramitar em conjunto.
A decisão de adiar o julgamento ocorre apenas dois dias depois de uma sessão marcada por bate-bocas pesados no plenário, envolvendo críticas públicas e trocas de farpas entre ministros. Com o clima conflagrado e novos atritos que já haviam provocado o cancelamento de uma sessão extraordinária, a cúpula do STF optou por esfriar os ânimos antes de retomar qualquer análise sensível.
Até o momento, a presidência do Supremo não estabeleceu um novo prazo para que o caso retorne à pauta de julgamentos. Juristas já avaliavam nos bastidores que seria inviável manter a data de setembro sem antes pacificar as divergências regimentais e as rusgas expostas publicamente entre os integrantes da Corte.
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