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As eleições de 2026 registram um avanço expressivo na proporção de candidatos milionários enquanto encolhe a fatia daqueles que entram na disputa sem nenhum patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. O cenário reflete uma mudança no perfil patrimonial dos concorrentes em relação ao pleito anterior, conforme apontam os dados extraídos das bases do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Do total de concorrentes neste ano, 6.354 pessoas declararam possuir um patrimônio de pelo menos R$ 1 milhão, o equivalente a 30,3% das candidaturas. Por outro lado, 7.078 postulantes — ou 33,8% do total — não informaram bens, grupo que engloba tanto aqueles com valor zerado quanto os que não possuem nenhum registro na base consultada no dia 14 de agosto.
A concentração de milionários é significativamente mais alta nas disputas para cargos nacionais e majoritários. Na corrida para presidente e vice-presidente, 69% dos nomes na disputa declararam bens de ao menos R$ 1 milhão, enquanto a faixa intermediária abrange 23% e apenas 8% entraram na categoria sem patrimônio declarado.
O contraste nas urnas se inverte quando o foco muda para as assembleias legislativas e cargos proporcionais. Na disputa para deputado estadual, por exemplo, os candidatos sem bens declarados superam proporcionalmente os milionários em 8 pontos percentuais. A tendência de maior concentração de patrimônio zero se repete nas demais disputas legislativas em comparação com os cargos majoritários.
As legendas partidárias também revelam recortes bem distintos na composição de suas bases. As maiores proporções de candidatos milionários estão concentradas no PRTB, no PSD e no PP, com marcas de 58%, 50% e 49% de suas candidaturas ultrapassando a faixa de R$ 1 milhão. No extremo oposto, as siglas com maior volume de candidatos sem patrimônio declarado são o PCO, com 75%, seguido por DC e Democrata, ambos registrando 63% de candidatos sem bens informados.
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